segunda-feira, 19 de março de 2012

2ª AULA

A CRISE DO IMPÉRIO ROMANO
Para entendermos como aconteceu a mudança na Europa Oriental, precisamos recapitular o que vimos no final do 6º ano: Como o Império Romano terminou.

Roma: Baixo império
Introdução

O período compreendido entre os séculos III e V caracterizou-se pela crise e decadência do Império Romano. Apesar das mudanças político-administrativas, a corrosão do sistema escravista foi responsável pela desorganização econômica e consequentemente pela desordem social.
 
"Cena da Coluna de Trajano" O imperador que realizou as últimas grandes conquistas

A retração das guerras de conquista desde o início do Império fez com que o número de escravos diminuísse constantemente, afetando a produção. No entanto essa diminuição foi lenta e, em um primeiro momento, não trouxe graves problemas, pois a exploração das províncias aumentava, reforçando as finanças do Estado.

No século III a crise econômica atingiu seu apogeu, as moedas perderam valor e os salários e os preços elevaram-se, provocando o aumento da população marginalizada e maior exploração da mão-de-obra escrava, responsáveis por revoltas sociais, exigindo a constante intervenção militar. Reforçado o papel do exército para a manutenção da ordem social, contraditoriamente essa instituição desenvolveu um processo de crise interna, denominada "Anarquia Militar". A disputa entre generais por maior influência política, principalmente entre os anos de 235 e 268, refletia a própria desorganização sócio-econômica do Império, que tendeu a agravar-se com o início das migrações bárbaras. No final do século III o Império passou a apresentar novas características, em grande parte reflexo da crise do período anterior: O Imperador Diocleciano dividiu o Império em duas e depois em quatro partes, dando origem à Tetrarquia, numa tentativa de fortalecer a organização política sobre as várias províncias que compunham o império e aumentar o controle sobre os exércitos, porém na prática essa divisão serviu para demonstrar e acentuar a regionalização que já vinha ocorrendo.

"Escultura simbolizando a Tetrarquia"


As migrações bárbaras foram outro fator que contribuiu para agravar a crise do Império, processo complexo que envolveu povos e circunstâncias diferentes. Alguns povos fixaram-se em terras do Império e foram fitos aliados, que a incumbência de defender as fronteiras e em parte acabara incorporados ao exército; outros ultrapassaram as fronteiras romanas derrotando as legiões e saquearam as cidades.

AsTransformações

Durante o governo de Diocleciano e Constantino, várias medidas foram adotadas na tentativa de conter a crise, como a criação de impostos pagos em produtos, congelamento de preços e salários, e a fixação do camponês à terra, iniciando a formação do colonato e que na prática, contribuíram para o desabastecimento e para um processo de maior ruralização.
O imperador Constantino foi ainda o responsável por a conciliação entre o Império e o cristianismo, a partir do Edito de Milão (313), que garantia a liberdade religiosa aos cristãos, que até então haviam sofrido intensa perseguição e que naquele momento representavam uma possibilidade de justificativa ao poder centralizado e ainda serviria para frear o movimento popular e de escravos, uma vez que a doutrina cristã reforçava a esperança de uma vida digna após a mote, no Reino de Deus. A nova religião foi ainda mais reforçada durante o governo de Teodósio quando, através do Edito de Tessalônica, o cristianismo foi considerado como religião oficial do Império. A política imperial baseava-se na utilização da Igreja como aliada, na medida em que esta era uma instituição hierarquizada e centralizada e que nesse sentido, contribuiria para justificar a centralização do poder.

ADesagregação

Apesar desse conjunto de medidas, a crise econômica aprofundava-se, assim como a presença de povos bárbaros aumentava, estimulando a fragmentação territorial e a ruralização, pois o desenvolvimento das vilas estimulava uma economia cada vez mais voltada para a autosuficiência. Esse fenômeno era particularmente forte na parte ocidental do Império, onde a presença bárbara foi muito maior e onde a decadência do comércio foi mais acentuada.
A divisão do Império em duas partes no final do século IV também contribuiu para esse processo: O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinpla ainda conseguiu manter uma atividade comercial com outras regiões do Oriente, enquanto que o Império Romano do Ocidente, com capital em Milão, vivenciou o aprofundamento constante da crise.
Podemos perceber que nesse período de agonia final do Império Romano do Ocidente, características que irão sobreviver e que estarão presentes na Idade Média, fazendo parte da estrutura feudal, como o trabalho do colono e a organização das vilas, que servirão de modelo para o trabalho servil e para a organização do Feudo; assim como o cristianismo.

Atividades:
·        Leitura do texto
·        Em dupla, elaborar 10 perguntas sobre o texto e responder
·        Compartilhar na próxima aula






Para muita gente, medieval significa atrasado, primitivo. Uma visita ao castelo de Guédelon, atualmente em construção na França com o emprego de processos e ferramentas do século XIII, talvez reforce essa impressão equivocada num primeiro momento. Na verdade, a arquitetura e as técnicas daquele período nada tinham de primitivas. Prova disso são as obras-primas arquitetônicas do século XIII, como as catedrais francesas de Notre-Dame (em Paris) e Chartres, erguidas com ferramentas idênticas às usadas em Guédelon. O plano de vai ajudá-lo a mostrar a seus alunos que esses progressos não ocorreram apenas na arquitetura. Em outras palavras, a Idade Média não foi simplesmente uma Idade das Trevas, mas um período de mil anos durante os quais ocorreram importantes mudanças econômicas, tecnológicas e culturais.


Atividades
1. Peça que os alunos leiam a reportagem de VEJA e pergunte a eles que imagem fazem de um castelo medieval. Depois de ouvir as respostas, explique que muitas pessoas têm uma visão idealizada dessas construções da Idade Média e da vida dos senhores feudais, dada pelo cinema e pela literatura. Na verdade, até o século X o castelo era uma simples fortificação de madeira, sem higiene nem conforto, que servia de residência ao senhor feudal e à sua família. Nele também havia dependências para animais e, por vezes, oficinas de artesanato. Ao seu redor ficavam os casebres dos camponeses, servos do proprietário. A partir do século XI, os castelos passaram a ser construídos em pedra - mas permaneceram desconfortáveis.

2.
Baseado na mesma leitura os alunos farão um desenho do castelo medieval


 Reportagem da Revista Veja

A principal função de um castelo não era servir de residência para o senhor feudal, mas sim como uma construção fortificada para proteger o feudo. Para entender porque é que eles surgiram, é preciso pensar sobre a Idade Média (entre os séculos V e XV). O período histórico surgiu após a dissolução do Império Romano. "A Europa se fragmentou, se perderam as rotas de comércio e transporte, a economia se organizou em unidades pequenas e independentes, chamadas feudos. Os castelos surgiram para defender essas unidades econômicas e todo feudo se estruturava em torno deles", explica Oswaldo Coggiola, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).
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Ou seja, um castelo não tem nada a ver com as construções luxuosas dos desenhos animados. O que acontece é uma mistura dos conceitos de castelos e palácios. "Há uma confusão histórica. O palácio existe desde o Império Romano e é basicamente uma casa luxuosa. Seu nome vem do latim 'palazzo', nome dado às residências dos imperadores que ficavam no Monte Palatino, em Roma. Outra característica é que os palácios são tipicamente urbanos, enquanto o castelo é rural", explica Coggiola. Se os palácios já existiam desde o Império Romano, os castelos de pedra surgiram só na metade da Idade Média e seu nome vem do latim "castellum", que significa "local fortificado".

Desde o Período Neolítico, os homens constroem fortificações. E os castelos são uma evolução de construções como a cidade de Jericó, Tróia e os fortes romanos. Os precursores dos castelos que se tornaram famosos surgiram já no começo da Idade Média, quando góticos, lombardos e francos se apoderaram das construções romanas e criaram as primeiras fortificações rurais. Porém, Kelly DeVries em seu livro Medieval Military Technology (Tecnologia Militar Medieval,), conta que o que impulsionou a construção de grandes fortificações foi a invasão de vikings e húngaros. Frente à ameaça, Inglaterra e a Europa continental se sentiram a necessidade de construções capazes de conter o avanço inimigo. Os primeiros castelos surgiram ente os séculos IX e X e foram construídos com madeira e terra. Os mais eficazes tinham um muro de madeira cercando uma colina de terra, com um grande pátio no centro. Porém, os castelos só se tornaram eficazes quando passaram a ser feitos de pedra. Kelly DeVries diz que não há evidências de quando os primeiros foram construídos. O que se sabe é que no século XII essas construções dominavam a Europa. No início do reinado de Henrique II, em 1154, havia 274 castelos de pedra sob o domínio do rei.

A estrutura defensiva do castelo era impressionante. A primeira defesa era feita por um fosso que possuía as famosas pontes levadiças. Ao redor do fosso, havia um muro externo, que poderia chegar a até 10 metros de altura e 8 metros de espessura. Em muitos castelos, esse muro também tinha muralhas, grandes blocos de pedra atrás dos quais os soldados podiam ficar em guarda. Os muros também podiam ter passarelas e aberturas por onde soldados e arqueiros atacavam os inimigos. Logo após os muros vinham as torres, estruturas mais altas e arredondadas, pelas quais se fazia o monitoramento. A porta de entrada, que ficava no muro dos castelos, também era uma estrutura de defesa. Chamada de cabine do portão, era um túnel com aberturas pelas quais se podia lançar flechas ou jogar líquidos quentes nos invasores. No fim do túnel, portas pesadas de madeira ofereciam mais um obstáculo. Depois de tudo isso, ainda podia existir mais um muro e torres internas, com as mesmas estruturas das externas. Em seguida, vinha o pátio, um espaço aberto onde o invasor ficava vulnerável ao ataque vindo das torres. No meio de tudo isso é que ficavam as outras estruturas nas quais viviam o senhor feudal, sua família, soldados e alguns súditos. Atrás dos muros havia a torre onde vivia o senhor feudal, a capela, os estábulos, os poços e os salões de exposição. Há controvérsias sobre qual seria o maior castelo já construído. Mas, segundo O livro Guinness dos Recordes, o maior castelo do mundo ainda em pé é o Castelo de Praga, com 70.000 m2.








Olá meus queridos alunos,
Aqui quem fala...ops...escreve, é a sua professora de História, Solange, é com muita alegria que inicio esse blog que fiz pensando em vocês, aqui vamos trocar uma idéia sobre o que rolou em  nossas aulas, dicas culturais, inserir arquivos importantes, tirar dúvidas, propor trabalhos, atividades, vídeos, fotos, gravuras etc, que irão ajudá-los a entender melhor a disciplina de História, enfim um espaço virtual para continuarmos a conversa que começamos em aula, Vamos fazer uma viagem fantástica no tempo, onde iremos aprender muitas coisas novas!
Usem e abusem do blog, Beijossss